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O crescimento do mercado de franchising no Brasil, que hoje tem mais de 1600 redes e fatura 63 bilhões de reais ao ano, aliado à praticidade do modelo leva muita gente a pensar que esta é a alternativa ideal, independentemente do perfil do empresário. Os especialistas discordam. “Existem franquias boas, médias e ruins”, alerta Melitha Novoa Prado, consultora jurídica especializada no assunto.

Antes de decidir onde investir, o empresário precisa fazer uma autoavaliação e entender os prós e contras de cada modelo.

Boa ideia
Um ponto crucial para decidir onde investir é a ideia. Se o empreendedor tem realmente um bom projeto e acredita que o mercado vai reagir, o ideal é investir nesse projeto. Por outro lado, se a intenção é replicar um modelo de negócio que já existe, é bom pensar duas vezes. “Copiar custa muito caro e nada garante que vai dar certo mesmo”, alerta Melitha.

Riscos
Existe um mito de que as franquias não têm riscos. “O risco é reduzido, mas o sucesso está atrelado à sua investigação pessoal, de buscar um maior número de informações sobre o negócio”, explica Melitha. O consultor do Sebrae-SP, Gustavo Carrer, compartilha essa opinião. “Por ser mais testada, a franquia supostamente tem mais chance de sucesso”, diz. Faz parte da capacidade de gestão e disciplina do empresário reduzir os riscos em um negócio independente ou em uma franquia.

Perfil
A franquia tem como pilar a padronização. O empresário que compra uma unidade franqueada leva junto know-how, manuais e muitas regras. “Quem gosta de fazer tudo do próprio jeito e não quer seguir regras e padrões já pode excluir a opção de franquia”, define Melitha. “A franquia costuma ter restrições contratuais que te impedem de agir como quiser, com isso, o empreendedor muito criativo pode ser um pouco tolhido”, explica André Friedheim, diretor da Francap, consultoria especializada em franchising.

A instrução dos especialistas é investir em uma autoavaliação e entender se você tem perfil para entrar em um negócio já formatado e que, normalmente, não está aberto a modificações.

Liberdade
Outro ponto que acaba sendo pré-determinado na franquia é a liberdade de atuação do empresário. “No negócio independente, você tem maior liberdade em troca de um maior risco”, explica o consultor do Sebrae-SP. Nesse caso, as decisões sobre mix de produtos, ponto, divulgação, promoções, fornecedores e preços só dependem do empreendedor.

Marca
Quem começa uma empresa do zero precisa espalhar a notícia por conta própria. “No negócio independente, você precisa de capital para construir uma marca”, afirma Melitha. Mais do que dinheiro, esse processo leva tempo. “A franquia já começa com uma marca reconhecida. Em um negócio independente você precisa investir, registrar, divulgar e o custo e o tempo são maiores para tornar aquela marca conhecida.
O lado bom é se você conseguir consolidar a marca, ela é sua e também tem valor. O franqueado só replica o negócio, não detém a marca.

Gastos
Para o consultor do Sebrae-SP, os custos iniciais de um negócio independente costumam ser menores. “Comprar um modelo de negócio testado e formatado custa mais”, adverte. A franquia tem custos fixos que um negócio independente não terá, como royalties, taxa de franquia e verba para marketing. “Com um rateio dos custos, o franqueado consegue uma exposição maior. Já para o empresário sozinho, a divulgação é mais custosa e o impacto costuma ser menor”, explica Friedheim.

Por outro lado, o empresário perde em ganho de escala. “A franquia tem parcerias e consegue negociar preços melhores em rede”, diz Friedheim. Mais uma vez, o sucesso da empresa tem a ver com o perfil do empreendedor e com uma análise correta do tipo de negócio para a localidade.

Suporte
Começar sozinho quer dizer que você não tem muito para onde correr nos momentos difíceis. “Em uma empresa independente a fase de tentativa e erro dura ainda mais”, garante o diretor da Francap. Com manuais prontos e modelos já estabelecidos de gestão, a franquia costuma ter um período menor de maturação. “O suporte da rede franqueadora faz com que o negócio esteja maduro em dois ou três meses. Enquanto uma empresa independente leva por volta de seis”, diz Friedheim.

Por outro lado, o tempo de reação do empresário que detém a própria marca é menor e ele pode resolver problemas mais rapidamente. “Quando as redes expandem muito rápido, por exemplo, acabam deixando o franqueado na mão e eles podem ter que sair do negócio”.

Fonte: Exame.com

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